Reivindicar implantação do piso salarial para professores do nível um e denunciar os recursos do Fundeb (fundo repassado para ser gasto com a educação nos municípios) que não estão sendo investidos são os principais motivos da manifestação que aconteceu na manhã de ontem em frente ao prédio da prefeitura, com a participação de todos os professores vinculados à Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB – Sindicato de Feira de Santana).
Representantes da Educação de vários municípios estiveram presentes na manifestação, a exemplo de Santo Estevão, Santa Bárbara, Coração de Maria, Ipecaetá, Pé de Serra, Santanópolis, Itatim e outras cidades. Segundo Hanna Lobo, professora do município de Santo Estevão, o valor pago a um professor considerado nível um é de um salário mínimo. “O valor pago é absurdo. O piso salarial está aí para ser pago e honrado, só não entendemos o porquê de não obedecerem às leis. Hoje nós estamos nos organizando em uma paralisação regional para conseguir os nossos direitos”, enfatizou a professora.
De acordo com informações da direção geral da APLB, uma das questões em pauta é a não aplicação do Fundeb, verba que é destinada para ser gasta com a educação. “É preciso mais atenção com os investimentos que estão sendo feitos na educação. Com esta paralisação, a luta por aquilo que o professor tem direito, um salário justo, está apenas começando”, comentou Marleide Oliveira, diretora regional da APLB.
Para muitos professores que participaram da manifestação, o valor pago para o professor de nível um está fora da realidade. “Acredito que o prefeito paga o salário mínimo por que não é permitido que nenhum funcionário ganhe menos que o mínimo. Se os educadores que tem o magistério não se mobilizarem, a coisa vai continuar como está. Não podemos deixar que o município nos esqueça e nos trate com descaso”, reclamou uma professora, que não revelou identidade.
Entre os discursos feitos por diretores das APLB representadas, o do professor Cristiano Ribeiro lembrou que a educação de Santo Estevão vive uma situação de descaso. “Santo Estevão tem um grupo político que está no comando há mais de 20 anos. A paralisação tem que acontecer para que a educação, não só de Santo Estevão como de outros municípios, não continue sendo vista com descaso”, afirmou Cristiano Ribeiro.
Representantes da Educação do município de Santa Bárbara também participaram da paralisação, apresentando as mesmas queixas dos municípios presentes. Segundo o diretor da APLB, o professor de nível um tem o salário de R$ 450,00 acrescentados de gratificações, que correspondem a R$ 150,00, chegando, com isso, a R$ 600,00. “O prefeito ainda não aprovou o estatuto do magistério, nem o plano de carreira. A APLB de Santa Bárbara está em negociação com o gestor municipal. Porém, temos notado uma resistência por parte dele em atender as nossas reivindicações”, afirmou Itajaí da Silva, diretor substituto da APLB de Santa Bárbara.
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